Adeus, Chester Bennington

Chester Bennington

Ao longo dos anos, a banda Linkin Park perdeu muitos de seus fãs e até mesmo ganhou inúmeros haters. Entre a mudança de estilo e a de geração, o sucesso que tiveram foi, aos poucos, sumindo, e apesar de nunca se tornarem desconhecidos, não tinham o mesmo impacto no mundo da música. Mas nunca deixaram de impactar aqueles que continuaram a ouvir suas canções.

Para muitos nascidos no final da década de 80 e início dos anos 90, Linkin Park foi uma das bandas mais marcantes da adolescência e do cenário do rock internacional. Músicas como “In The End”, “Numb”, “Breaking the Habit”, entre outras, tocavam em todas as rádios e marcaram uma geração. E a voz do Chester estava em cada uma delas.

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Não dá para negar o quanto ele sempre se dedicou à música, a sua carreira e, inevitavelmente, aos fãs. Cada show que fazia, cada álbum, cada música tinha seu esforço, sua criatividade e seu carinho por uma carreira que começou como uma fuga quando ele era criança.

Para muitos, apesar do abuso que ele sofreu quando pequeno e de seus vícios na vida adulta, Chester Bennington não tinha porquê cometer suicídio. Dinheiro, fama, uma carreira dos sonhos, esposa, filhos, amigos, nada que era externo foi capaz de impedir Chester de desistir desse mundo. A morte dele nos lembra que depressão é uma doença, uma doença que tira a graça da vida, que só nos faz enxergar o que é ruim, que nos faz detestar tudo que amávamos fazer. Depressão precisa de tratamento. Disso nós não podemos esquecer.


Eu espero que a família e os amigos encontrem paz. Eu espero que ele seja sempre lembrado por sua dedicação, seu carinho, sua criatividade, e pelo impacto dele e de Linkin Park na vida dos fãs. E, como sempre é pedido em momentos como esse, não esqueça de olhar para o lado e ver se alguém está precisando de ajuda.

Mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com depressão, de acordo com a Organizal Mundial da Saúde, um número que cresceu 18% desde 2005, mas mesmo em países desenvolvidos, quase 50% das pessoas que sofrem de depressão não buscam ajuda. Vamos tentar mudar essa estatística.

Se alguém que você conhece está em depressão, busque ajudar. E se você precisa de ajuda, por favor, busque-a.

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

Gaby Nunes

26 anos, 4567835 pedaços de chocolate comidos, 200.000+ palavras escritas, 6.000+ músicas ouvidas, e mais livros comprados e páginas lidas do que consigo lembrar (eu provavelmente errei na contagem dos chocolates também). Sou fascinada por literatura, pelo cinema e pela gastronomia, e me escrevo pro meu diário e pra algumas pessoas há 10 anos.

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