Crítica: Filme Fallen entrega tudo que se propõe

fallen

Baseado no Best-seller Young Adult de Lauren Kate, Fallen tem estréia marcada para o dia 08 de Dezembro nos cinemas brasileiros, sendo distribuído pela H²O Films. Mas, nós já conferimos a adaptação cinematográfica e fizemos uma resenha crítica sobre ela, além de termos participado da coletiva com a fofa da Addinson Timlin, que faz a protagonista e com a também simpática Autora da obra, Lauren. Confira!

Crítica

Após um incidente misterioso que resultou na morte de alguém, Luce é enviada pelos seus pais a um reformatório chamado “Sword and Cross”, onde ela acaba se envolvendo com Daniel Grigori, ao mesmo tempo que lida com as investidas de Cam Briel, e descobre mais sobre quem ela realmente é. A história de amor entre a garota e os anjos caídos rendeu a Fallen a primeira posição no ranking de vendas de best-sellers do The New York Times por algumas semanas.

fallen-1

Fallen é o livro que inicia uma saga com mais três volumes, que no Brasil receberam os nomes de Tormenta, Paixão e Êxtase. O elenco, como em todas as adaptações de livros Young Adult, é predominantemente bonito jovem, pelo menos no contexto da história, já que todo o elenco principal tem idade acima de 23 anos, e os personagens ainda estão em fase escolar. O local escolhido para ser o internato fica em Budapeste, e tem uma aparência diferente do descrito no livro; mas é uma mudança aceitável considerando o contexto da narrativa.

Luce (Addison Timlin) é uma jovem assombrada por visões e sombras que a perseguem. Ela ainda se sente culpada pelo incidente envolvendo o incêndio que ela acredita veementemente ter sido causado por essas sombras. Foi por causa desse incêndio que seus pais a enviaram para o reformatório, a fim de ela “receber a ajuda que precisa”. No reformatório, aos poucos ela vai descobrindo segredos do seu passado e o porque de sentir uma ligação tão forte com Daniel Grigori, mesmo com o garoto a evitando a todo custo e a tratando de forma rude muitas vezes.

É inevitável que façamos comparações com adaptações do gênero, como os filmes da saga Crepúsculo. A cena inicial onde Luce encontra Cam Briel a primeira vez lembra muito a cena em que Bela e Edward se encontram pela primeira vez. Outra característica que se tornou comum em trilogias de sucesso, é a necessidade de se incluir um triângulo amoroso no centro da trama, como em A Seleção, Jogos Vorazes, Estilhaça-me, A Rainha Vermelha, Crepúsculo e Feios, que estão aí para provar isso. Todos já estiveram na primeira posição no ranking de vendas do The New York Times, mas uma hora essa fórmula vai começar a ficar batida.

swor-and-cross

A adaptação captou bem o tom do livro, pois o ambiente onde eles vivem é realmente sombrio, e o filme conseguiu retratar essa atmosfera gótica. A atmosfera assustada ao redor da personagen Luce também foi bem trabalhada pelo roteiro, levando os telespectadores a sentir medo junto com a personagem.

O elenco é novo e particularmente não me recordo de ter visto nenhum deles anteriormente. O casal principal se esforça bastante para tentar retratar de forma fiel os sentimentos dos personagens, mas seria exagero de minha parte dizer que a atuação deles foi maravilhosa, deixando um pouquinho a desejar. Luce também não tem muitas expressões faciais durante o filme, mas a atriz se esforça para dar vida aos sentimentos da mesma, embora as vezes em que ela tenha chorado eu não vi nenhuma lágrima. Apesar disso, a atuação não atrapalha o desenvolvimento do filme.

Como em toda adaptação, o filme se reserva o direito de alterar coisas para fazer mais sentido na trama, ou mesmo excluir elementos do livro que não fariam diferença no filme. Mas são mudanças sutis que não farão os fãs ficarem incomodados. O que pode incomodar os fãs é a facilidade com que a protagonista descobriu sobre seu passado. Esperava que ela tivesse mais dificuldade em conseguir respostas, e que ela encontrasse por si mesma, sem precisar que algum dos personagens masculinos lhe desse dicas. Também esperava que ela fosse descobrir isso mais pro fim do filme, mas ela conseguiu descobrir sobre seu passado antes da metade, e isso tira um pouco da surpresa para aqueles que não leram o livro ainda.

Lauren Kate merece elogios por criar algo novo. Em histórias que envolvem batalhas entre o céu e inferno, anjos e demônios, geralmente há apenas dois lados: o bem e o mal. Porém, Kate foi muito criativa ao criar um novo conceito, criando uma terceira opção. Ha um personagem que está numa linha bem tênue em relação ao bem e mal, e isso pode se tornar interessante nas continuações, abrindo oportunidade para a história ir por diversas direções.

Os efeitos especiais não são do mesmo nível de filmes de grandes proporções como Batman vs Superman e Vingadores, por exemplo, mas não deixam a desejar. Há uma cena que pra mim havia necessidade de efeitos especiais, mas a produção optou por mostrar apenas close nos rostos, quando eu esperava ver mais. Mas considerando que o filme teve um orçamento relativamente baixo (e talvez para guardar a surpresa) eles optaram por usar efeitos especiais apenas no terceiro ato.

img_20161205_161255

O filme acerta no tom de modo geral, conseguindo nos passar uma carga dramática e criar uma atmosfera realmente sombria. Mas ao mostrar uma Luce dividida, ele falha, porque o público que não leu o livro consegue identificar quem será sua escolha desde o início do filme (e amém, eu shippei certo pelo menos uma vez na vida).

Fallen não é um filme que veio para trazer grandes mudanças ao gênero, mas ele se sai bem naquilo que propõe. Para aqueles como eu que ficaram órfãos de sagas que encerraram, como Jogos Vorazes e Crepúsculo, pode ser uma boa opção explorar agora esse mundo de anjos caídos. Para os demais, sugiro que dê uma chance a Fallen, o filme pode surpreender e pode ser um excelente passa tempo para uma sessão de cinema no fim de semana!

15 comentários sobre “Crítica: Filme Fallen entrega tudo que se propõe

  1. FALLEN NÃO É TRIÂNGULO AMOROSO. A PESAR DE PASSAR UM POUCO DISSO NO PRIMEIRO LIVRO NÃO EXISTE NENHUMA DISPUTA ENTRE DANIEL OU CAM NÃO SEI SE O FILME TRANSMITIU ISSO, MAS NÃO É.
    E NEM DE LONGE FALLEN É PARECIDO COM CREPÚSCULO, FALLEN É FALLEN.

    1. O filme quis passar essa disputa entre Daniel e Cam, e o coração dividido da Luce. Sei que Fallen tem uma história completamente diferente de crepúsculo, mas havia semelhanças, assim como também há semelhança com outras sagas. Todas elas tem seu valor. Espero que goste do filme!

  2. Recomendo quem escreveu a crítica dê uma olhada, existe vários pontos confusos. Em um parágrafo é dito uma coisa e no outro a pessoa se contradiz. Parece até várias colagens. Realmente não compreendi quase nada e precisei começar a leitura várias vezes para ver se conseguia ver algum sentindo.

  3. Olha, digo como quem leu toda a saga.
    Pra quem não leu e não viu o filme, sua crítica está cheia de ”spoilers”. Deve-se tomar muito cuidado com isso pra não tirar a magia de quem não viu nada ainda

    1. Obrigado pela sugestão Aline, é minha primeira resenha, ainda tenho muito a aprender. Vou revisar a publicação para melhorar o que for possível.

  4. Leiam o livro! Todos eles… É um fato que livros são melhores que as adaptações do cinema. A Lauren relata tudo detalhadamente, os livros te dão uma visão completa da cena, leiam, não vão se arrepender ?

    1. Sim Ana Paula, estou no primeiro livro ainda, eles sempre são mais completos! Mas não deixe de conferir a adaptação cinematográfica também!

    1. Opa, eu já tinha visto essa crítica “parecida”. Ja conversei com o responsável pelo nosso blog que vai entrar em contato com eles! Mas muito obrigado!

  5. Eu gostei da crítica apesar de ter abandonado a série de livros,tinha muita recomendação mas eu li e não gostei o filme é bem mais ou menos e tem mesmo muitos pontos semelhante a crepúsculo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *