Não tem como negar que a tecnologia cada vez mais faz parte do nosso cotidiano. Nossas ações e nossas relações são pautadas em cada objeto novo apresentado. Ela é uma grande aliada da humanidade, mas também um grande responsável pelo crescimento da individualidade. Se você tem uma plataforma que sem sair de casa pode ter o corpo que quiser e ir onde bem entender, para que serve a vida real (cheia de problemas e imperfeições)?!

Esses embates são colocados como plano de fundo do longa e constrói uma história paralela muito importante: “A realidade é real”. E cada momento mesmo que difícil, tem que ser enfrentado. Esse é o tema explorado por Jogador Numero 1, uma adaptação do aclamado livro de Ernest Cline, que ganhou sua versão para as telonas dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg.


Crítica | Jogador Número 1

O longa conta a história de Wade Watts, um jovem que vive em 2044 apenas com a sua tia, após problemas de controle populacional. Ele e a maioria dos habitantes desta sociedade passam o dia vivendo em realidade virtual, e nessas condições somos apresentados a um jogo criado por James Halliday: OASIS.

Basicamente, OASIS é uma plataforma de realidade virtual onde você pode ser e fazer o que quiser. Antes de falecer, Halliday deixou três chaves espalhadas pelo jogo, para quem achar e conquistar o Easter Egg ser o herdeiro de sua empresa, arrecadando bilhões de dólares. A busca dos jogadores da plataforma era incessável atrás de pistas para conseguir chegar aos locais que poderiam ter a chave.

O filme passa por alguns momentos de tensão, pois o interesse em herdar a empresa do falecido Halliday vira uma briga de cachorro grande, e mesmo assim, Wade e seus amigos vão ganhando espaço nessa disputa.  

A interação entre os personagens é maravilhosa. A construção de cada um deles faz você, independente da idade, ser um pouquinho de cada um. Não é a toa que uma das minhas partes favoritas é o arco final, onde eles se encontram pessoalmente e continuam atrás da última chave paralelamente na vida real e na virtual.

Mesmo passando no futuro, toda a construção do roteiro é pautada na cultura pop dos anos 80/90. Como não amar?! O fan-service do filme é um prato cheio para quem consome muita cultura pop e ama achar easter eggs. É só se acomodar na cadeira e não piscar nenhuma vez. 

Passamos pelo mundo dos games, livros, filmes, seriados, todos com uma dica preciosa para chegar no prêmio final. O filme é uma experiência maravilhosa em IMAX, usa e abusa do 3D (de verdade, obrigada!) 

Mesmo sabendo que toda a trama da realidade virtual passa dentro do OASIS, saí da sessão curiosa sobre esse lugar. Foi o único ponto que poderia ter sido um pouco mais explorado pelo filme, mas é um detalhe que não diminui em nada o resultado final do longa.

Para Jogador Número 1, tenho só elogios. Foi um filme que prendeu totalmente minha atenção, daqueles que você nem pisca e esquece até da pipoca! Uma ótima e difícil adaptação, um livro sobe vídeo-game que virou um filme, para os criadores, só resta um parabéns! É aquele filme que, se você é fã de cultura POP, vai agradecer muito por ter sido feito.

O filme estreia nos cinemas dia 29 de Março de 2018. Veja o trailer a seguir:

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Não tem como negar que a tecnologia cada vez mais faz parte do nosso cotidiano. Nossas ações e nossas relações são pautadas em cada objeto novo apresentado. Ela é uma grande aliada da humanidade, mas também um grande responsável pelo crescimento da individualidade. Se você tem uma plataforma que...