Músico amazonense explora inseguranças e dores no agridoce Canções de Bad

Música sempre foi uma das formas de arte mais viscerais. Vários álbuns marcantes foram criados em momentos difíceis, usando a música como forma de terapia. O manauara Diego Souza, conhecido por seu trabalho com as bandas Alderia, Supercolisor e Luneta Mágica, fez isso no seu primeiro álbum solo. Assinando como Viis, ele rasga o peito em sete músicas de um pop agridoce no álbum “Canções de Bad”.

Auto-produzido e totalmente criado na casa de Diego, o disco é um relato íntimo inspirado pelo trabalho de artistas que usaram o formato da canção pra exorcizar seus demônios, como um tipo de psicoterapia. Entre as inspirações estão John Lennon, Neil Young, Leonard Cohen, Mark Kozelek e Sufjan Stevens.

“Eu quis fazer minha própria versão disso. O final do ano passado foi um período particularmente difícil pra mim. Passei por um término de um relacionamento de 7 anos, lidei com uma morte na família, fiz 27 anos e senti mais do que nunca o peso do tempo nas costas, aguentei os terríveis efeitos colaterais de um tratamento com antidepressivos. Todas essas coisas me motivaram a transformar a dor em arte, inspirado por esses caras”, conta Viis.

Diego começou a tocar aos 14 anos. Primeiro foi o violão, depois guitarra, sem aula, tentando desenvolver seu próprio jeito de tocar. Ele cresceu com os pais ouvindo pagode e sertanejo nos anos 90, passou por uma fase metaleira na adolescência e até hoje vai buscando novos caminhos musicais, amadurecendo seu gosto junto de sua idade.

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“Pra mim, a música serviu como uma válvula de escape do mundo, eu fui uma criança e adolescente extremamente tímido, com poucos amigos. Ouvir música sozinho era – e ainda é – uma forma de fugir e ficar no meu próprio universo, onde nenhum problema existe. Eu frequentemente crio relações muito fortes e profundas com as coisas que ouço, com os sons, os músicos, os personagens, as histórias”, conta ele.

Abordando ansiedades, solidão e problemas comuns à geração que está atualmente próxima dos 30, Viis brinca com uma estética pop e divertida para falar dos temas, incluindo inclusive o termo “bad” para situar o disco no espaço tempo, sem se vangloriar da tristeza ou da infelicidade.

“Eu acho que momentos ruins podem gerar boa arte se o artista souber como canalizar essa energia ruim. Eu tive a sorte de conseguir fazer isso. O perigo desse tipo pensamento é que ele romantiza a depressão, coisa que eu sou totalmente contra. Minha intenção com esse disco foi contar minhas histórias pra que outras pessoas não se sintam sozinhas e pra que todo mundo saia dessas bads junto”, conta ele.

“Canções de Bad” já está disponível nas plataformas digitais via Sagitta Records. Nova no mercado fonográfico, a Sagitta é capitaneada por Nathália Pandeló Corrêa, Daniel Pandeló Corrêa e Fred Mattos e lançou recentemente o disco de estreia da cantora e compositora BEL, “Quando Brinca”.

E aí, o que você achou do disco Canções de Bad? Conte para nós nos comentários!

Leo Cruz

Especialista em criar aquilo que um dia você vai procurar no Google. Fã de Filmes, Séries e Animes, escreve diariamente no Deveserisso.

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