O Hangar 110 faz falta pra você que não sai de casa?

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Infelizmente temos hábitos preguiçosos e engessados, onde assistir shows é resguardado apenas aos finais de semana. Raras exceções ocorrem pontualmente e acabam se tornando inviáveis financeiramente.

E não acredito que a cena independente morrerá pelo fechamento do Hangar 110, pois como antes segue pela coragem e disposição de vários que dão murro em ponta de faca e fazem o que podem pra seguir dando voz aos seus ideais.

Coletivos como a Howlin Records e Cérebros Surdos em São Paulo, os meninos da Prejuízo Records e o recente Lavanderia de Curitiba, todo o trampo do Alan Chaves na Minor House em Porto Alegre, o esforço hercúleo da Thrash Unreal Records para trazer bandas para o interior do Rio Grande do Sul, entre outros espalhados pelo país mostram que apesar da dificuldade sempre há espaço quando existe seriedade e vontade de seguir em frente.

Apoie às bandas e aos selos independentes frequentando shows, comprando discos e materiais de divulgação, entre em contato com coletivos ou organize-se para fazer as coisas acontecerem. Ocupe os espaços de tua cidade e habitue-se a estar em contato mais pessoalmente do que virtualmente. Seja numa casa de shows com 900 pessoas do outro lado da cidade ou numa praça com 50 em seu próprio bairro.

Do Hangar 110 sentirei saudade por tudo que vivi ali dentro e o que o contato com os que conheci ali proporcionaram. Desejo sorte ao Marco Alemão, Silmara, Tom e tanta gente boa que fez aquilo ser o que é.

Abaixo deixo uma entrevista que em conjunto ao meu amigo Victor Guerra fiz com banda Dead Fish no show de comemoração de 10 anos do CD Sonho Médio no Hangar 110.

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