Para quem não sabe, hoje seria o aniversário de 128 de Charlie Chaplin se ele fosse um vampiro e/ou uma pessoa muito idosa que descobriu o elixir da vida. Esse nome não é nada estranho para a maioria dos seres humanos, que pelo menos já ouviram falar do cineasta uma vez ou outra, porém, será que todos nós entendemos qual sua importância para a indústria cinematográfica?

Charlie Chaplin interpretando o famoso Carlitos.

Londrino, e de uma família muito pobre, Chaplin entendeu o significando de “trabalhar duro” muito antes de começar a escrever, produzir, dirigir, e atuar nos seus próprios filmes. Criado mais pela vida do que pelos próprios pais – já que a mãe não tinha condições financeiras de cuidar dos filhos e o pai era praticamente um estranho (e alcoólatra), Charlie começou a trabalhar com sete anos e a fazer apresentações artísticas também, nos antigos music halls, locais que misturavam performances de teatro, música, comédia, entre outros.

Aos 19 anos, ele assinou um contrato que o levou para os Estados Unidos e pouco tempo depois criou o personagem que o fez famoso: The Tramp (Carlitos). Em 1919, cofundou a distribuidora United Artists (que existe até hoje) e, daí pra fente,  produziu os filmes pelos quais é conhecido até hoje, como O CircoEm Busca do Ouro e, é claro, O Garoto.

Cena de “O Garoto”.

Gênio da comédia na época do cinema mudo, Chaplin foi a influência de grandes outros atores, como Gene Wilder. Wilder contou que aprendeu a fazer sua mãe rir desde pequeno, mas que a comédia se transformou em carreira pra ele bem mais tarde, depois de passar por alguns obstáculos na sua carreira. Ele só começou a pensar em levar a comédia a sério (ha) quando percebeu que não conseguia papéis importantes como ator.

Gene falava uma coisa num tom sério para as pessoas, que imediatamente começavam a rir, porque o que ele falava era engraçado, apesar do seu tom sério. Ele levou um tempo para perceber que essa era a receita da veia cômica dele, aquele toque especial que o levaria ao sucesso. Quando Wilder tentava ser engraçado, saía algo forçado e sem graça, somente quando ele assistiu “O Circo” que percebeu porque e como a comédia funciona. Talvez, se Chaplin nunca tivesse feito esse filme, jamais teríamos visto Wilder nas telas de cinema! O que seria de Frankenstein? E o Willy Wonka?!

Gene Wilder em “O Jovem Frankenstein”

Além de ser uma grande influência como comediante para grandes atores e atrizes que vieram depois dele, Chaplin também revolucionou o cinema do ponto mais básico: conseguir o dinheiro para fazer o filme. A United Artists foi o que garantiu a Chaplin e aos outros três fundadores a liberdade que buscavam, podiam arrecadar o dinheiro para o filme de qualquer forma, o que garantia 100% de controle de seus filmes, sem conexão com empresa alguma, sem ter que evitar tópico A ou B por causa daquele ou do outro patrocinador.

Isso permitiu que Charlie Chaplin utilizasse seus filmes como forma de entretenimento, mas também como crítica a sociedade da época. Seu personagem principal, Carlitos, nada mais era que um representante da classe trabalhadora dos anos 30. Seus filmes não eram somente para entretenimento, para rir ou chorar, mas para causar um impacto, e foram se tornando cada vez mais politizados com os anos.

Por esses e tantos outros motivos, não podemos deixar de mencionar esse gênio do cinema. Que tal aproveitar o restinho dessa Páscoa para fazer uma sessão cinema preto e branco em casa?

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Para quem não sabe, hoje seria o aniversário de 128 de Charlie Chaplin se ele fosse um vampiro e/ou uma pessoa muito idosa que descobriu o elixir da vida. Esse nome não é nada estranho para a maioria dos seres humanos, que pelo menos já ouviram falar do cineasta...