Raio Negro | Representatividade e acertos da DC fora do cinema

Há algum tempo, as discussões sobre representatividade pairavam no mundo cinematográfico. Temáticas envolvendo personagens homossexuais ou bissexuais, negros e mulheres eram resumidos em dois extremos: ou massificavam o preconceito com clichês ou invisibilizavam.

Ultimamente nos deparamos com grandes produções abordando temas que antes eram secundários. Tivemos nos blockbuster, por exemplo, Mulher Maravilha e Pantera Negra como grandes sucessos de bilheteria.

São muitos detalhes que precisam ser aperfeiçoados para o discurso não se tornar clichê. A evolução é notória, mas não podemos ser inocentes, a indústria do entretenimento vai procurar sempre agradar seus consumidores.

Netflix, representatividade e quadrinhos

Entre as séries, principalmente a Netflix têm aberto esse espaço. Em 2016 tivemos Luke Cage, um herói negro morador do Harlem. Como o recorte geográfico é apenas de seu bairro, somos apresentados a todos protagonistas negros (o que não deveria ser nenhuma surpresa) e conhecemos um pouco as adversidades sofridas e a construção do herói durante a primeira temporada.

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Em 2017 fomos surpreendidos pelo anúncio que seria feito uma série solo para Raio Negro, herói não muito popular no mundo cinematográfico da DC Comics.

Que os quadrinhos são muito mais avançados quando o tema é representatividade, isso já sabemos e com esse personagem não foi diferente. A primeira aparição foi em 1977 e ele é considerado o primeiro herói afro-americano da DC.

Sobre a adaptação que a Netflix está nos apresentando só tivemos boas impressões. O episódio piloto já foi de tirar o chapéu, personagens bem definidos e uma história direta, mostrando a que veio e onde quer chegar.

Jefferson Pierce, o Raio Negro, já está há 9 anos aposentado e atua como diretor da escola Garfield High School. Poucas pessoas sabem sua verdadeira identidade, porém conflitos entre gangues que acabam trazendo a violência para o bairro, levando Pierce a tirar seu uniforme da gaveta e provar novamente seu heroísmo.

Agora com outras responsabilidades, estar em evidência pode colocar mais pessoas em perigo do que ele imagina. Nesse enredo, a história vai sendo construída e com os desenvolvimento dos episódios nos surpreendemos e criamos aquele sentimento de: o que vai acontecer depois?

Além dos personagens, as posições políticas e sociais são bem claras na série. Obviamente alguns detalhes ainda precisam ser melhorados, mas se a série continuar nesse mesmo ritmo, tem tudo para ser um dos grandes nomes da DC nessa nova era cinematográfica.

Raio Negro estreou esse ano na Netflix e está no 4º episódio e toda terça-feira temos um novo capítulo dessa história. Acompanhe aqui!

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