Resenha Winter Woods

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Winter Woods começa nos mostrando o sobrenatural: um velho alquimista tentando preencher o vazio da morte de sua família criando um filho. Ele vai de túmulo em túmulo recolhendo o que precisa. Ele já havia criado coisas quase vivas antes. Coisas que pensam e falam, mas Winter é sua primeira grande criação humana. Ele acorda sem um pensamento sequer, também sem braços ou pernas. E vai recebendo seus membros aos poucos e tudo se encaixa perfeitamente menos o coração. Winter tem muitas cicatrizes no peito porque nada conseguia fazer um órgão emprestado bater ali ou o braço direito não apodrecer… 

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Os anos passam. O alquimista dá um jeito no braço, mas o coração fica uma incógnita. O velho não o aceita como filho porque ele não está vivo e acaba falecendo deixando sua criatura só por muito muito tempo. Até o “experimento” ser encontrado e levado para um laboratório onde passaria muitos anos sendo pesquisado e torturado até ser liberado para uma grande experiencia no mundo. Sendo deixado para interagir com a sociedade em um ambiente controlado e “seguro”.

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Winter Woods poderia ser apenas um romance qualquer mas ele se diferencia na intensidade dos personagens. Temos Jane para contracenar com Winter, uma moça curiosa, uma escritora falida em busca de uma boa história. Ela não ajuda Winter por ser boazinha. Ela cuida dele por interesse. Afinal, ele é um belo garoto pálido e gelado como morto com uma historia estranhíssima para contar. Existe também a floresta ao redor do conjunto de apartamentos onde dizem viver um assassino. E somos apresentados a sua mente insana brevemente e a sua companheira belíssima e cega. Também doente por ele como ele é por ela. E o próprio Winter tentando aprender a viver e as vezes sendo cruel durante o processo. Como uma criança que arranca as asas de uma borboleta só por curiosidade…

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A atmosfera é gelada e tenebrosa como o passado do protagonista. O traço acompanha o estranho do ambiente te prendendo pelo mórbido que consegue ser belo e atraente demais. Por vezes cruel e por vezes doce como um amor doentio que é difícil de largar. É quase impossível parar de ler e quando você consegue é para lembrar dos olhos arroxeados de Winter cheios de uma tristeza perene e um desespero aterrador que nem mesmo ele entende por completo.

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