Stereophant divulga capa e tracklist do novo álbum ‘Mar de Espelhos’

Foto por Felipe Few

Após uma campanha de financiamento coletivo bem sucedida, o Stereophant já tem quase tudo pronto para o lançamento de ‘Mar de Espelhos’, segundo álbum da banda. Previsto para o próximo mês através do selo Toca Discos, os cariocas apresentaram as 15 músicas que compõe o trabalho.

Em Mar de Espelhos o Stereophant constrói uma narrativa baseada nas faixas do álbum. Para representar de forma clara, dividiram o tracklist em três partes. Pontuando em capítulos a história de um homem que se refugia no mar em busca de paz de espírito.

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A divisão se dá da seguinte forma:

Parte I
01. Tem algo estranho no ar
02. A cidade
03. Fora de rota
04. Longe de mim
05. Gravidade
06. O fim
 
Parte II
07. Chumbo
08. Homem ao mar
09. Mar de espelhos
10. Homem morto
11. Escafandro
12. Herói
 
Parte III
13. Crer para ver
14. A fonte
15. Essa música é a cura
 

Conceito e desenvolvimento da arte da capa

A inspiração para a criação da capa veio da própria tracklist. A separação das 15 faixas em capítulos guiou a interpretação do artista Guilherme Memi, que escolheu uma estética de divisões e linhas retas, representando sua percepção sobre o personagem que surge nas letras, seu momento de transformação e ruptura. Fazendo um paralelo entre experiências pessoais de isolamento e solidão e o aspecto lírico da obra musical, Memi pode trazer uma visão única que influenciou inclusive na escolha de cores. Para ele, o azul faz referência ao elemento da água e à sua simbologia de renovação. Já os tons de pele da personagem brincam com o contraste entre a palidez do primeiro ato e a vibração do segundo. Por fim, o símbolo da raiz faz alusão ao olhar interior, ao autoconhecimento.

Guilherme Memi é um artista carioca de família nordestina, com pinturas que podem ser vistas pelos muros e telas do Rio de Janeiro, Recife, Distrito Federal e Espírito Santo. A identidade visual de seu trabalho passa por traços retos que harmonizam sua estética, assim como na presença de personagens femininas, símbolos de força, luta e coragem. Em sua arte, predominam tons pastéis, que remetem tanto a um passado nostálgico quanto ao presente, em um movimento, ao mesmo tempo, de religação com o divino e resistência ao caos urbano.

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