A nova geração da música tem apresentado boas opções pra quem está cansado de ouvir tudo que está espalhado pelos rádios, que em sua maioria é mais do mesmo, ou seja, junta uma letra sem sentido e uma melodia estranha, pronto. Os especialistas em música irão dizer que é inovação, vide Tulipa Ruiz, a aclamada cantora que traz agudos inalcançáveis e ao mesmo tempo tediosos, que em shows ao vivo consegue duplicar a potência vocal fazendo soar exagerado.

Aqui vão três dicas de bandas pra quem está parado há tempos com o play no celular e curte a boa poesia misturada com a criatividade jovem e instrumental.

Apanhador Só

Fonte da imagem:Move that jukebox

Sem desapontar os mais conservadores e utilizando-se de inovação sonora, a banda Apanhador Só, formada em Porto Alegre (RS), traz na bagagem dez anos de estrada muito bem vividos que transparecem nas apresentações. Sabe aquela latinha de manteiga ou o ralador de queijo? Eles podem se transformar em instrumentos melodiosos e nos levar a um passado distante, quando nos arriscávamos em bater lata na cozinha de casa aos 6 anos.

Uma roda de bicicleta ganha destaque na percussão e passa a sensação de que a música, se bem feita, tem o poder de ser criada a partir de tudo, até mesmo de objetos simples do nosso cotidiano. E, acredite, funciona de um jeito incrível. Além disso, a plateia é convidada a pegar estes pequenos objetos e projetar barulhos durante as músicas.

Assista a música Bem-Me-Leve – Apanhador Só

O Terno

Fonte da imagem:Move that jukebox

Da capital paulista, vieram os garotos da banda O Terno, três cabeças pensantes e multifacetadas que, juntos, conseguem traduzir o amor em letras simples, guitarras pesadíssimas e refrões de arrepiar até o menos sensível que estiver se escondendo na plateia. É um som arrebatador que nos leva para outro mundo, aquele que tememos reconhecer, o mundo das nossas emoções.

Em um único show d’O Terno você tem a oportunidade de ser atingido por muitas sensações, amor, sofrimento, verdades, filosofia e até mesmo ficção científica, que nas letras criativas do gênio Tim Bernardes nos faz a refletir os dias que vivemos, algunsde nós como robôs fabricados ou nascidos e carimbados com códigos de barra.

Assista a música Eu vou ter Saudade – O Terno

Boogarins

Fonte da image: Divulgação/Lollapalooza

Com certeza, Os Mutantes têm muita participação na criação e conceito desta última banda. O quarteto fantástico Boogarins, de Goiânia (GO), apareceu em cena para nos lembrar que reinventar o rock psicodélico parece ser uma tarefa fácil e o tocar com uma energia revigorante pode ser a chave para não deixar o passado morrer.

Calcado em um som que só nossos pais presenciaram há mais de 30 anos, a melodia dos caras não é nada menos do que bem feita. O baterista Ynaiã Benthroldo, que fez parte de uma das melhores bandas de Cuiabá, o Macaco Bong, se juntou ao projeto incendiando as baquetas e valorizando os famosos solos das duas guitarras viajantes.

Sem pretensão, a música do Boogarins chega bem suave aos ouvidos e agita as plateias pelos festivais que passam. Já conquistaram um número significativo de admiradores em apenas três anos de existência.

Assista a música Lucifernandis – Boogarins

Mora em São Paulo e quer ver os caras?

No dia 04 de outubro, Boogarins e O Terno são atrações do Festival Fora da Casinha, que acontece no Centro Cultural Rio Verde. Além deles, tem um monte de bandas incríveis. Corre lá pra comprar o ingresso!

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A nova geração da música tem apresentado boas opções pra quem está cansado de ouvir tudo que está espalhado pelos rádios, que em sua maioria é mais do mesmo, ou seja, junta uma letra sem sentido e uma melodia estranha, pronto. Os especialistas em música irão dizer que é...