Turma da Mônica – Laços: Nostalgia e delicadeza

Turma da Mônica - Laços: Todos os personagens reunidos no quarto

Talvez você faça parte da geração que cresceu com a Turma da Mônica. Se fizer deve lembrar o quanto era divertido ler aqueles quadrinhos coloridos. Eu mesmo chorava de rir repetidas vezes a mesma história e tinha pilhas de gibis, pena que não sei onde estão agora.

Então em um desses momentos nostálgicos qual foi a minha surpresa ao descobrir a Graphic MSP. Uma série de graphic novels publicada pela Panini baseada nos adorados personagens de Mauricio de Sousa. Ela começou a ser publicada em 2012 com Astronauta – Magnetar de Danilo Beyruth. E em junho de 2013 saiu do forno Turma da Mônica – Laços por Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi.

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E quando começamos a folhear a edição belíssima de Laços, capa dura, guarda ilustrada…. Suspiros. Nostalgia te abraçando com força.

Na minha infância não havia computadores por toda parte, muito menos internet. Para uma criança que não gostava de brincar na rua (eu, a estranha) a única solução eram os livros e gibis (os mangás vieram depois) e foi assim que durante uma boa parte da minha infância, fui um pouco Mônica. Talvez você tenha sido como o Cebolinha ou o Cascão…




Logo nas primeiras páginas encontramos personagens queridos que neste caso não serão as estrelas da história, mas já encantam em seus poucos quadros. Titi e Aninha naquele velho namorico te arrancam logo um sorriso. A Xabeu dá o ar de sua graça só pra deixar os meninos abobalhados… Tudo isso é claro enquanto a Mônica persegue o Cebolinha e o Cascão. Contudo a história começa mesmo quando Floquinho (aquele cachorrinho que mais parece um espanador) foge de casa e o pobre Cebolinha fica inconsolável. E claro ele logo inventa um plano infalível para encontrar seu amigo e toda a turma resolve ajudar. Porque naquela época criança que era criança, brigava, se engalfinhava mas logo fazia as pazes. Suspiro…

Turma da Mônica - Laços: Personagens reunidos para começar a aventura

E como os autores são felizes ao retratar as crianças! Seus pensamentos e medos, sua amizade sincera mas imperfeita. Eles as tornam reais e profundas. A caricatura fica de lado, dando lugar a delicadeza. Delicadeza para representar a dor de perder o melhor amigo, a coragem de sair em uma aventura para recuperá-lo e é claro no desenho. Linda arte e cores baseadas nos tons mais usados na época.

A história continua com a turminha um pouco mais velha em Lições, dos mesmos autores, mas isso é assunto para outro post.

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