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Onde os Fracos Não Têm vez vale a pena assistir? Veja nossa crítica!

Um caçador encontra uma valise cheia de dinheiro no meio do deserto e a partir daí é perseguido por um assassino frio que segue sua própria lógica macabra. Javier Bardem cria um dos vilões mais assustadores do cinema, e a atuação rendeu Oscar num thriller dos irmãos Coen que não dá descanso.

Onde os Fracos Não Têm vez vale a pena assistir? Veja nossa crítica!

O faroeste dos irmãos Coen foi o último do gênero a vencer o Oscar de Melhor Filme, em 2008, e isso já diz muito sobre o que ele fez com o gênero. Leone transformava o deserto em ópera e Peckinpah deixava a violência barulhenta e coreografada. Joel e Ethan Coen entregam um neo-western seco, sem heróis e sem catarse, em que a paisagem do Texas olha a cena sem tomar partido. Ele estreou em Cannes em maio de 2007 e é um dos melhores thrillers da década.

Baseado no romance de Cormac McCarthy, morto em 2023 aos 89 anos, o roteiro adaptado também levou estatueta. A história começa quando Llewelyn Moss, veterano do Vietnã vivido por Josh Brolin, encontra no deserto uma caminhonete cercada de corpos, heroína e dois milhões de dólares. Anton Chigurh, interpretado por Javier Bardem, vira um vilão que parece força da natureza, e a mistura de western com film noir tira o filme do terreno do thriller de perseguição comum. Tommy Lee Jones, como o xerife Bell, vive do outro lado dessa caçada, sempre chegando depois dos fatos.

Onde asssitir?

Para assistir Onde os Fracos Não Têm vez você pode ir em uma das opções abaixo:

Trailer

Assista ao trailer oficial abaixo.

Onde os Fracos Não Têm Vez - Trailer Legendado

Vale a pena assistir?

Onde os Fracos Não Têm Vez agradou a maior parte da crítica, com 91 de 100 no Metacritic, que elogiou o roteiro e o visual, e a discordância ficou na fama, que alguns acharam exagerada. Na minha visão, o filme merece cada prêmio que recebeu, porque os Coen controlam o ritmo de cada cena com uma precisão rara. Uma conversa num posto de gasolina, que parece banal, deixa a plateia sem saber se alguém vai morrer ali.

Anton Chigurh é o centro dessa tensão, e Bardem faz dele um homem que mata com a mesma calma com que atende no balcão, e a perseguição a Moss, rastreado por um receptor escondido na valise, ganha um peso quase fatalista. Chigurh decide a vida dos outros no cara ou coroa, e a moeda transforma o acaso numa ameaça. Não por acaso pesquisadores belgas o apontaram como o retrato mais fiel de psicopata no cinema.

Há quem ache a falta de música árida e difícil de sustentar. Discordo, porque são apenas cerca de 16 minutos de música, boa parte deles nos créditos, e o resto é vento, passos e o clique de uma arma. Carter Burwell usou tigelas de canto e sinos de metal, e esse som quase imperceptível deixa a tensão exposta e sem trilha para amortecer o que se vê na tela. A fotografia áspera de Deakins faz o resto, com um Texas de 1980 poeirento onde ninguém se esconde.

Bell completa o filme com a outra metade do que ele quer dizer. Tommy Lee Jones interpreta o xerife como alguém que olha para o passado com nostalgia e para o presente com impotência, e é por isso que o título soa como confissão. McCarthy escreveu sobre o tempo e a decadência, e o roteiro leva isso para a estrutura da história, sem precisar que alguém explique o tema em voz alta. As falas de Bell chegam mais como lamento do que como lição de moral.

O final divide opinião e não oferece a resolução que o gênero costuma prometer, o que irrita parte do público e é exatamente o que mantém a conversa viva anos depois. Fica o aviso de violência intensa e gráfica.

Eu fico com a maioria e acho que vale muito a pena assistir, principalmente se você quer um thriller que prefere o silêncio ao barulho e entende o medo como algo que nasce do que não se vê. Quem não aguenta violência seca e gráfica, ou espera um final que explique tudo, provavelmente vai sair irritado, e para esse público o filme não é a melhor pedida.

Elenco

Elenco

Javier Bardem

Javier Bardem

Anton Chigurh

Tommy Lee Jones

Tommy Lee Jones

Ed Tom Bell

Josh Brolin

Josh Brolin

Llewelyn Moss

Woody Harrelson

Woody Harrelson

Carson Wells

Kelly Macdonald

Kelly Macdonald

Carla Jean Moss

Garret Dillahunt

Garret Dillahunt

Wendell

Tess Harper

Tess Harper

Loretta Bell

Barry Corbin

Barry Corbin

Ellis

Equipe

Equipe

Joel Coen

Joel Coen

Diretor

Scott Rudin

Scott Rudin

Produtor

Joel Coen

Joel Coen

Produtor

Ethan Coen

Ethan Coen

Produtor

Narges Takesh

Story Editor

Cormac McCarthy

Cormac McCarthy

Romance original

Ethan Coen

Ethan Coen

Diretor

Ethan Coen

Ethan Coen

Roteirista

Joel Coen

Joel Coen

Roteirista

Filmes parecidos

Estes filmes têm em comum o crime, a fronteira ou a violência seca de um faroeste moderno.

  • Fargo (1996) mostra, também dos Coen, um crime que foge do controle e uma policial que o investiga com calma, num humor sombrio.
  • Desaparecidas (The Missing, 2003) acompanha, como este filme, uma caçada no oeste americano, com Tommy Lee Jones no elenco.
  • Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992) desmonta o mito do pistoleiro e trata a violência como algo que cobra um preço.
  • Sicário: Terra de Ninguém (Sicario, 2015) retrata o tráfico de drogas na fronteira entre os Estados Unidos e o México com tensão constante.

Festivais e prêmios

O filme estreou no Festival de Cannes em 19 de maio de 2007 e chegou aos cinemas americanos em 9 de novembro do mesmo ano. Nos Oscars de 2008, venceu Melhor Filme, Direção, Ator Coadjuvante para Javier Bardem e Roteiro Adaptado. Também ganhou três prêmios BAFTA, incluindo direção, e dois Globos de Ouro.

Bastidores e números

  • Orçamento e bilheteria: custou US$ 25,0 milhões e arrecadou US$ 171,6 milhões no mundo.
  • Equipe técnica: fotografia de Roger Deakins; trilha sonora de Carter Burwell.
  • Onde foi filmado: Novo México.
  • Baseado em: No Country for Old Men.
  • Produção: Estados Unidos, pela Miramax, Paramount Vantage.

E aí, o que você achou do filme Onde os Fracos Não Têm Vez. Conte aí nos comentários!

Perguntas frequentes

Onde os Fracos Não Têm Vez é baseado em livro?

Sim, é adaptação do romance de Cormac McCarthy publicado em 2005, que no Brasil se chama Onde os Velhos Não Têm Vez. O roteiro dos Coen segue de perto o livro e levou o Oscar de roteiro adaptado.

Anton Chigurh era um psicopata?

Sim, esse é o retrato que o filme faz dele. Pesquisadores belgas apontaram Chigurh como o retrato mais clinicamente preciso de psicopata, e Javier Bardem ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel.

Como termina Onde os Fracos Não Têm Vez?

O desfecho é ambíguo e não oferece a resolução convencional de um thriller. Ele divide opinião e, para não estragar a experiência, não será revelado aqui.

Dados Técnicos

O que você achou?

Sua opinião é muito importante, por isso não esqueça de avaliar o filme ou série para que outras pessoas possam conhecer sua opinião.

Leonardo Cruz

Escrito por

Leonardo Cruz

Especialista em criar aquilo que um dia você vai procurar no Google. Fã de Filmes, Séries e Animes, escreve diariamente no Deveserisso.

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